Histórico da Família

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·      Imigrantes Brand - séculos XIX e XX

·      Três irmãos Brand no Brasil – Petrópolis - Tupandi

·      O Hunsrück de nossos antepassados

·      Os imigrantes Brand do Hunsrück são parentes

 

Brand - e suas variantes Brandt e Brant - é um sobrenome de origem germânica, que aparece em várias regiões da Alemanha e também em outros países da Europa. A adoção de um sobrenome (ou nome de família) a ser transmitido aos descendentes foi introduzida progressivamente entre os povos de língua germânica a partir do século XIII. Contudo, em regiões agrárias o sobrenome só se tornou generalizado por volta dos séculos XVII e XVIII. Há duas hipóteses prováveis para a origem dos sobrenomes Brand e suas variantes em várias regiões. Em alguns casos ele pode ter sido derivado de nomes com a terminação “brand”, tais como Hildebrand, Gerbrand, Sibrand. Em outros casos, ele pode ter se referido a alguém que morava em um determinado local em que ocorreu uma queimada (prática que era comum na agricultura) ou um incêndio, Brand em alemão.

 

Imigrantes Brand - séculos XIX e XX

No Brasil, registra-se nos séculos XIX e XX a chegada de várias famílias Brand e Brandt e também de imigrantes que chegaram desacompanhados e eventualmente se casaram aqui. Em alguns casos a grafia do sobrenome sofreu alterações nos registros eclesiásticos e civis, tanto antes quanto após a imigração, podendo encontrar-se irmãos com o sobrenome grafado de forma diferente. Hoje, os sobrenomes Brand, Brandt e Brant podem ser encontrados em quase todos os estados deste país. Entretanto, é importante ressaltar que fazem parte da família todos os descendentes, incluindo aquelas pessoas que já não tenham estes sobrenomes.

Em Petrópolis-RJ chegam, no final de 1845 ou início de 1846, Johann Nikolaus Brand e seu irmão Johann Adam Brand com a esposa e cinco filhos. O irmão deles, Christoph Brand, pode ter vindo também para Petrópolis ou ter vindo mais tarde direto para o Rio Grande do Sul (vide tópico Três irmãos Brand no Brasil – Petrópolis-Tupandi). Registra-se ainda a vinda a Petrópolis de seu parente Joseph Anton Brand, viúvo, e seus cinco filhos.  Vieram todos do Hunsrück (vide tópico Os imigrantes Brand do Hunsrück são parentes).

No Rio Grande do Sul, registra-se em 13.11.1846 a chegada de Felipe Brandt com sua esposa Felippina e os filhos Felipe Jacó Brandt, Felippina Brandt, Jorge Adão Brandt e Henrique Brandt. Posteriormente, registra-se a entrada de Henrique Brand em 26.02.1859 e de João Brand em 18.09.1860. Ernest Brandt e sua esposa Margarida Hermann e os filhos Carl Brandt, Christian Brandt, Frederico Brandt, Elisabetha Brandt, Mathilde Brandt, Ernestina Brandt e Florentina Brandt, naturais de Mecklenburg-Schwerin, se estabeleceram na colônia Mundo Novo e posteriormente em Linha Formoso. Em Feliz estabeleceu-se Joseph Brand e sua esposa Margaretha Zerwes (vide tópico Os imigrantes Brand do Hunsrück são parentes).

Em Santa Catarina registram-se imigrantes Brand e Brandt em várias colônias, tais como São Pedro de Alcântara, Vargem Grande, Teresópolis, Santa Isabel, Armação da Piedade, Joinville, São Bento do Sul, Brusque. Registra-se em São Pedro de Alcântara Maria Angela Brand casada com Heinrich Bohnen. Heinrich Gustav Brand estabeleceu-se na Colônia Teresópolis, no atual município de Águas Mornas com a esposa e os filhos Barbara Brand, Ludwig Brand, Margaretha Brand e Nikolaus Brand. Johann Christoph Brand casou-se com Maria Basília Sagaz e morou inicialmente na Armação da Piedade, vindo a estabelecer-se posteriormente em Brusque (vide tópico Os imigrantes Brand do Hunsrück são parentes). Em Brusque registra-se também Johannes Brand casado com Helene Becker. Oswaldo Brand casou-se em São Bento do Sul com Paulina Luiza, ambos naturais da Alemanha. Em Joinville registram-se diversos imigrantes Brand e Brandt: Friedrich Brandt chegou e foi embora em 1852; Hein Brandt chegou em 1856 proveniente de Horst, Prússia; Fr. Brandt, sua esposa Caroline e o filho Julius Brandt chegaram em 1856 provenientes de Pieritz; Dorothea Brandt, natural da Prússia, chegou em 1863; Heinrich Brandt, prussiano, chegou em 1869; Hans Brandt, sua mulher Christiane e sua parente Christiane chegaram em 1872 procedentes de Kolding, Dinamarca; Hermann Brand ou Brandt chegou em 1879 proveniente de Lutzig, Pommern; Carl August Ferdinand Brand, sua esposa Emma Auguste Albertine Rutke e os filhos Julius Herrmann Brand, Heinrich Wilhelm Brand, Paul Richard Brand, Julius Oswald Brand e Paul Gustav Brand aportaram em 1880 procedentes de Weisstein, Schlesien; Carl Brand, com Max, Richard, Eduard, e a mulher Anna com os filhos Ernst, Helene, Kurt, Margarethe e Carl chegaram em 1881; Georg Bernhard Albert Brandt e sua esposa Sophie Bertha Bachtold; Richard Brand, sua esposa Caroline Beckh e filhos, entre eles Rudolph Conrad Brand chegaram em 1883; Robert Brandt em 1885; Ernst Brandt chegou em 1888 procedente de Rüstlihausen, Prússia; Alexander Brand em 1889; Fritz Brand chegou em 1890 procedente de Gernsheim, Hessen; Catharina Brands procedente de Recklinghausen.

Fritz Brandt, nascido em Blankenese, Holstein chegou ao Brasil através do porto de Recife e estabeleceu-se na cidade de Mirador no Maranhão, onde se casou com Andreina de Almeida e Silva. Registra-se em 1880 a vinda de Fritz Brand, também proveniente de Blankenese, para o Rio de Janeiro. Richard Ambrosius Brand chegou na década de 1880. Alfred Brandt e Dorette Evers, procedentes de Hannover, desembarcaram no porto do Rio de Janeiro em 1910 com os filhos Helmuth Brandt, Alfred Brandt, Maria Arnoldina Brandt, Dora Mirna Brandt e se estabeleceram na cidade de São Paulo. Herbert Ludwig Adolf Brand veio para o Brasil por volta de 1925 e se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde se casou com Izar Teixeira. Seu irmão Kurt Brand já residia em Mogi das Cruzes-SP. Sua irmã Gertrud Brand chegou em 1927 em São Paulo. Eram provenientes da região de Grossenhain e Mittweida, Sachsen. Renate Katharina Brandt veio de Wohnste em 1986.

Esta lista de imigrantes provavelmente não está completa. Se seus antepassados imigrantes não estão incluídos, por favor, envie-nos suas informações.

A família Caldeira Brant encontra-se no Brasil desde o século 18, proveniente de Portugal, e muitos descendentes hoje portam apenas o sobrenome Brant. Na verdade, esta família descende do belga Jan van Brabant (filho de Paul van Brabant e Cornelia Keteler), que se naturalizou português com o nome de João Caldeira Brant.

 

Três irmãos Brand no Brasil – Petrópolis - Tupandi

Johann Adam Brand (naturalizado Adão Brand e mais conhecido como Adão Brand I em Petrópolis), Johann Nikolaus Brand (naturalizado João Nicolau Brand) e Christoph Brand (naturalizado Christóvão Brand) nasceram em Reckershausen, na região do Hunsrück, filhos do casal Adam Brand (1786-1846) e Anna Catharina Kunz (1785-1825. A mãe havia falecido no parto de Christoph, o pai falecerá, também em Reckershausen, pouco mais de um ano após a emigração dos filhos. Estes vieram para trabalhar nas obras de construção da cidade e do palácio imperial de Petrópolis.

Em 1830 Dom Pedro I comprara a Fazenda Córrego Seco no alto da Serra da Estrela como estância de veraneio e pretendia construir ali o Imperial Palácio da Concórdia. Com sua abdicação ao trono em 1831 e sua morte em 1834, as terras passaram para seu filho. Por um decreto de 1843, D. Pedro II arrenda as terras para o major e engenheiro Júlio Frederico Koeler, incumbindo-o da construção do Palácio Imperial, da urbanização de uma Vila Imperial com prazos de terra a serem aforados a particulares, da edificação da igreja dedicada a São Pedro de Alcântara e de um cemitério. Com a aquisição de várias outras fazendas, a área restante da Imperial Colônia de Petrópolis seria destinada à criação de uma colônia agrícola alemã, que deveria prover o palácio e a povoação imperial e também abastecer de produtos agrícolas a corte e a cidade do Rio de Janeiro.

Natural da cidade de Mainz, ainda jovem Koeler ingressara no exército prussiano. Imigrou em 1828, contratado para servir no exército imperial do Brasil. Naturalizado brasileiro, realizou importantes obras públicas na província do Rio de Janeiro, como a construção de aquedutos, edifícios públicos, pontes e estradas. Ele elaborou a planta da povoação-palácio de Petrópolis, um planejamento urbanístico complexo e detalhado para uma cidade a ser erguida entre montanhas, aproveitando o curso dos rios para traçar às suas margens as avenidas e ruas que davam acesso aos prazos de terra que, por sua vez, davam fundos para as matas a serem preservadas nas encostas. O projeto seria executado com recursos públicos e da iniciativa privada mediante a venda de ações da Companhia de Petrópolis na recém-criada Bolsa de Valores, assim possibilitando a contratação de trabalhadores livres, que Koeler preferia à mão-de-obra escrava em suas obras. Petrópolis seria erguida com o trabalho dos colonos germânicos.

Em junho de 1844 a província do Rio de Janeiro contratou com a Casa Charles Delrue & Comp. da cidade portuária de Dunquerque, França, o agenciamento e transporte de 600 famílias de colonos. Estes deveriam ter entre 18 e 40 anos, “ser robustos e bem morigerados (ser educados e ter bons costumes), além de serem hábeis nos ofícios de carpinteiro, ferreiro, pedreiro, canteiro, cavouqueiro e trabalhadores de estradas. As ferramentas obrigatoriamente deveriam estar incluídas nas bagagens.” Foi assim que, entre 13 de junho e 08 de novembro de 1845, chegaram ao Rio de Janeiro 13 navios trazendo 2.318 pessoas provenientes da Renânia, então uma província do reino da Prússia (Preussen). Destas, 106 pessoas pediram para serem assentadas no Rio Grande do Sul, onde já tinham parentes, 26 pessoas permaneceram na cidade do Rio de Janeiro, 75 pessoas faleceram antes de chegarem à terra prometida em Petrópolis, onde afinal foram assentadas 569 famílias, totalizando 2.111 pessoas.

Em um jornal da época, especializado em emigração, ficamos sabendo que os agentes de Charles Delrue teriam feito promessas falsas, entre elas a total gratuidade da passagem quando, na verdade, o governo fluminense estava apenas antecipando o valor do pagamento que seria depois descontado dos trabalhadores na proporção de 1/4 a 1/6 dos seus vencimentos, a depender do tamanho da família. Com esta e outras promessas falsas, a empresa não apenas teria agenciado um número muito superior de migrantes, como também embarcado, no espaço de três meses, os trabalhadores que eram esperados no Brasil ao longo de vários anos. Apenas entre 20 e 26 de julho chegaram ao Rio de Janeiro 1.011 pessoas. Isto criou sérios problemas devido à falta de alojamentos, à necessidade de ocupar tantos trabalhadores de imediato e, além disso, faltava medir e demarcar a quase totalidade dos terrenos. O governo brasileiro ainda tentou suspender novos embarques, mas, até que a ordem chegasse à França, outras sete embarcações haviam zarpado.

Quando em agosto de 1846 as autoridades francesas anunciaram que não haveria mais embarques por conta do governo brasileiro, outras centenas de pessoas empobrecidas aguardavam o embarque no porto de Dunquerque. Como não tinham recursos para custear a passagem e não tinham para onde voltar, ao recorrerem ao cônsul da Prússia naquela cidade, este teria respondido que “tinham deixado de ser cidadãos prussianos e por isso não tinham direito à sua intervenção”. De fato, os emigrantes prussianos tinham de abrir mão de sua nacionalidade, o que significava que eles agora não eram cidadãos de parte alguma. Finalmente, o governo francês teria lotado três navios de guerra e transportado 700 pessoas para a Argélia, colônia francesa no norte da África.

Entretanto, como os agentes da Casa Charles Delrue continuavam sua propaganda no Hunsrück, outras centenas de pessoas continuavam a chegar e aguardavam o embarque nos portos de Ostende e Antuérpia na Bélgica, impedidas de entrar em território francês. Pressionado pela Bélgica e pela própria imprensa, o reino da Prússia afinal se viu obrigado a receber de volta sucessivas levas de migrantes, que a Bélgica transportava até a sua fronteira. Inicialmente, as pessoas eram levadas para o Abrigo dos Pobres (Armenhaus) em Brauweiler e depois reconduzidas às suas cidades de origem, muitas vezes encontrando forte oposição da população local. Numa época em que milhares de alemães emigravam para a América do Norte, Austrália, Hungria, Brasil e vários outros destinos, houve cidades que pagaram as passagens para os seus pobres emigrarem. Vale mencionar que o Brasil é apresentado por aquele jornal como um país que, graças ao seu governo, oferecia condições para os seus imigrantes prosperarem (os primeiros imigrantes germânicos tinham vindo duas décadas antes).

Estes fatos, assim como o relato a seguir certamente ilustram os motivos que levaram tantas famílias a buscarem aqui novas oportunidades. O redator do jornal relata haver testemunhado o desespero de um grupo destes migrantes na Bélgica que, diante da proposta de serem transportados de volta, teriam declarado que “preferiam lançar-se ao mar a voltar para o Hunsrück, onde não haviam possuído nada e também nunca poderiam chegar a ter algo, e onde - sobretudo no inverno - faltavam todos os meios de se ganhar o mínimo com o próprio trabalho”.

Melhor fortuna tiveram os Brand, que conseguiram embarcar no penúltimo dos 13 navios. O veleiro “Pampa”, que zarpou de Dunquerque com 138 passageiros sob o comando do capitão Wordinger em 23.08.1845, aportou no Rio de Janeiro 54 dias mais tarde, em 16.10.1845 com 137 colonos. Após a penosa travessia marítima, começava uma etapa ainda mais sofrida para muitas famílias, pelo fato de que no alto da serra não havia onde abrigar tantas pessoas de uma vez, sendo os colonos obrigados a longa permanência em abrigos improvisados ao longo do caminho, condições que foram fatais para pessoas já debilitadas pela viagem, principalmente crianças. Devemos lembrar que muitas pessoas provavelmente tiveram dificuldades para alimentar-se durante a travessia, devido ao enjôo causado pelo balanço do mar.

 Primeiro tinham de passar pelo período de quarentena, mal-acomodados em depósitos superlotados em Niterói. Depois, atravessando a Baía de Guanabara, em pequenas embarcações viajavam cerca de nove horas até o porto da Estrela às margens do rio Inhomirim, na Baixada Fluminense. Aqui muitas famílias ficaram abrigadas provisoriamente em barracões até que houvesse vagas para acomodá-las mais adiante, na Raiz da Serra, nas instalações da Fábrica de Pólvora da Estrela. Ali chegavam após uma jornada de quatro horas feita a pé, mulheres e crianças em carros puxados por várias juntas de bois, a bagagem no lombo de mulas, conforme escreve um imigrante. Neste local ocorreu a maior parte das mortes, causadas principalmente por diarréia e febre tifóide devido às deficientes condições de asseio, alimentação e saúde. No cemitério de Inhomirim, que ficava nas imediações da Fábrica de Pólvora, registra-se o sepultamento de vários adultos e dezenas de crianças, motivo pelo qual passou a ser chamado Cemitério dos Anjos. Finalmente, a subida da serra era feita a pé ou no lombo de mulas pelo Atalho do Caminho Novo, uma trilha de tropeiros que ligava o Rio de Janeiro às Minas Gerais, com uma escala no Meio da Serra, onde existiam ranchos para os viajantes.

Chegados, enfim, a Petrópolis, ficavam mais uma vez abrigados em barracões. Conforme relata um imigrante, a vida era muito cara em Petrópolis e, após a chegada, tinham de arcar com as despesas de sustento da família, além de ressarcir o governo pelas despesas da viagem. Para isso, trabalhavam nas obras públicas da cidade como abertura de estradas, canalização de rios e calçamento das ruas centrais, construção do Palácio de D. Pedro II ou ainda de outras residências e palacetes da aristocracia brasileira, que viria passar os meses de verão (de novembro a maio) em Petrópolis. Depois de receberem os seus prazos de terra cobertos de mata, tinham de limpar o terreno e construir sua casa com o próprio material nele encontrado. Assim, finalmente, podiam voltar a ter um lar.

Foram medidos e demarcados 851 prazos (lotes) de terra nos vales dos rios, distribuídos em 2 Vilas Imperiais e 22 Quarteirões (tradução literal da palavra Viertel, que em alemão significa bairro). Os nomes de muitos quarteirões lembravam cidades ou regiões da terra natal dos imigrantes, tais como Quarteirão Bingen, Nassau, Ingelheim, Renânia, Palatinado, Castelânea, Siméria e outros. Os prazos de terra designados para os Brand eram prazos de quarta classe, mais distantes da Vila Imperial e destinados aos agricultores, medindo em torno de 5.000 braças quadradas. Tinham isenção de oito anos para começarem a pagar a jóia de 20$000 (20 Mil-Réis) e o foro anual.

Adão Brand recebeu a gratificação imperial de 35$000 (35 Mil-Réis para família de 7 pessoas) para si, sua esposa Anna Catharina Huhn e cinco filhos: Jacob, Anna Margarida, Pedro, Adão e João. Seu prazo de terra é o de n° 3420, no Quarteirão Presidência, à margem do Rio Cavalcanti, com área de 7200 braças quadradas. Antes de emigrar, a família havia residido em Reich (municipalidade de Simmern) e freqüentava a paróquia de Biebern. Em Petrópolis nasceram as filhas Estephania e Anna Maria. Muitos de seus descendentes vivem ainda em Petrópolis ou em outras cidades do estado do Rio de Janeiro.

João Nicolau Brand recebeu a gratificação imperial de 10$000 (10 Mil-Réis para duas pessoas) e o prazo de terra n° 4207 no Quarteirão Renânia Superior, medindo 5.725 braças quadradas, mediante pagamento da jóia de 20$000 (vinte Mil-Réis), mais foro anual de 5,72 Réis. Ficava às margens do rio Quintandinha na frente e do rio Siméria na lateral, e não muito longe do prazo de terra de seu sogro, Antonio Platten.  O casamento de João Nicolau Brand com Anna Maria Platten certamente se deu em Petrópolis, onde se registra, entre 25.11.1847 e 22.05.1859, o nascimento de sete filhos do casal: Catharina, Jacob, Margarida, Anna Maria, Elisabeth, Maria e Francisca.

Não demorou muito para se constatar o “fracasso colonial agrícola devido às terras inférteis, aos vales estreitos e úmidos e às vertentes de declividades acentuadas sujeitas a erosão”, sem falar da pequena extensão das propriedades. Além disso, a partir da emancipação de Petrópolis em 1857, as verbas do governo destinadas para a Imperial Colônia começaram a escassear até serem praticamente abolidas a partir da instalação da Câmara Municipal em 1859. A Imperial Colônia Germânica de Petrópolis, inaugurada em 1845, foi extinta em 06.01.1860. Com a redução de obras públicas e particulares, fonte de subsistência para muitas famílias (as fábricas de tecidos só seriam instaladas a partir de 1873), vários colonos deixaram Petrópolis em busca de melhores oportunidades, incluindo João Nicolau Brand e sua família. Seu prazo de terra, cujo título havia recebido em outubro de 1858, foi vendido a Pedro Theodoro Forster em dezembro de 1859.

Conforme registros no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, a família chega a Porto Alegre em 14.01.1860 através de Rio Grande, a bordo do vapor Marquês de Caxias, provenientes de Petrópolis. Registros 5089-5097 fls. 162/163 para o casal e sete filhos, a saber: Catharina (12 anos), Jacob (10), Margarida (8), Anna Ma. (6), Elisabeth (4), Maria (3), Francisco (9 meses). A família se estabelece no atual município de Tupandi, então pertencente ao município e à paróquia de Triunfo. Na época, a comunidade chamava-se Picada São Salvador, em 1939 o nome muda para Natal e em 1945 para Tupandi. Em 1860 São Salvador contava 20 famílias e os moradores decidiram comprar meia colônia de terra para edificar uma escola, que também lhes serviria de igreja até a construção de uma capela em 1866, quando já se contavam 80 famílias. Ali João Nicolau Brand e Anna Maria Platten teriam ainda outros seis (ou talvez sete) filhos, a saber: Bárbara, Nicolau, Philomena, Teresa, Antonio Jacob, Susana. No necrológio (Todesanzeige) de Anna Maria Brand, nata Blatten, menciona-se que a falecida deixa 11 filhos, 115 netos e 59 bisnetos, enquanto 3 filhos e o seu esposo a haviam precedido na morte. Seus descendentes se espalharam pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e vários outros estados e países.

Antonio Platten e sua esposa Anna Susanna Andres, os pais de Anna Maria Platten,  vieram de  Buch, municipalidade de Kastellaun, também no Hunsrück. Ele recebeu a gratificação imperial de 25$000 (25 Mil-Réis para família de 5 pessoas) e o prazo de terra n° 2014 no Quarteirão Siméria. Sabemos que o menino Antonio Blatten foi sepultado no Cemitério dos Anjos de Inhomirim em 20.10.1845. As filhas Catharina Platten e Maria Platten são madrinhas das sobrinhas Catharina Brand e Maria Brand, respectivamente. Em Petrópolis registra-se em 07.10.1856 o casamento de Maria Margaretha Platen, nascida em 1838, com Valentim Sperle II. E há vários registros de batismo de filhos de Catharina Platten e João Wendling, que também foi padrinho de Francisca Brand.

De Christóvão Brand, o único registro que temos até o momento é o de sua morte (Tupandi, registro católico de óbitos 1,18v), alfaiate, falecido em 24.11.1888 em consequência de picada de serpente. Como seu nome não aparece nos registros de Petrópolis, é possível que tenha vindo mais tarde diretamente para Tupandi.

 

O Hunsrück de nossos antepassados

Agora, algumas breves informações sobre a terra de origem de nossos antepassados. Reckershausen é uma pequena comunidade, cujo registro histórico mais antigo data do ano 1072. As atividades principais no século XIX eram a agricultura, a criação de animais domésticos (bois e vacas, cavalos, cabras e ovelhas, porcos, gansos,  que eram todos apascentados na floresta pelo pastor contratado pela comunidade) e um pouco de mineração. Em paralelo, a maioria exercia ainda um ofício, tais como alfaiate, sapateiro, tecelão, ferreiro, carpinteiro, construtor de carroças, peneireiro. No final de 2009 Reckershausen contava 381 habitantes e faz parte da municipalidade de Kirchberg. Reich é uma comunidade localizada em uma depressão no vale do rio Bieber e é mencionada por volta do ano 1600. Em junho de 2010 contava 387 habitantes. Biebern,  já mencionada no ano 754, realizou em 2004 as comemorações dos seus 1250 anos. No final de 2009 contava 313 habitantes. Reich e Biebern integram a municipalidade de Simmern. A distância é de 3-4 km entre estes povoados e de aprox. 15 km até Buch, na municipalidade de Kastellaun. O registro mais antigo mencionando Buch data do ano 1052, e até a anexação francesa fazia parte do Principado-Arcebispado de Trier. No final de 2009 contava 928 habitantes.

Durante séculos os moradores de Reckershausen, Reich e Biebern eram servos do Mosteiro de Ravengiersburg, cujos priores eram juízes e proprietários de vasta extensão de terras até 1566, quando as terras e os servos passaram para os duques de Simmern e a partir de 1673 para os duques do Palatinado. Reckershausen, que também tinha súditos dos condes de Sponheim, em 1707 se tornou território do Marquesado de Baden. As áreas adjacentes do Hunsrück pertenciam a vários pequenos condados e ao Principado-Arcebispado de Trier, o arcebispo acumulando o poder religioso e temporal. Por séculos, a região foi disputada pela França, sendo várias vezes invadida, cidades e povoados saqueados e incendiados. Mesmo quando a própria região não era o palco das guerras, ainda assim era área de passagem para milhares de soldados e quem sofria as conseqüências desastrosas era a população. Na segunda metade do século XVIII o Hunsrück conheceu um breve período de prosperidade com o surgimento das primeiras indústrias ligadas à mineração, fundição e fabricação de utensílios domésticos, ferramentas, rocas, teares, pesos para balanças e similares. Até ser invadido pelas tropas revolucionárias de Napoleão em 1792 e posteriormente toda a área à esquerda do rio Reno foi anexada à França.

As repetidas guerras e invasões francesas devem ter sido experiências muito traumáticas, marcando profundamente o inconsciente desta população. Cento e cinquenta anos depois, do outro lado do Atlântico, os seus descendentes ainda pelejavam para se livrar dos “Franzose”, no caso a buva, uma planta selvagem, grande e vistosa, que insistia em reaparecer no meio das plantações. Pelo menos, é o que eu imagino agora ao conhecer a história e lembrar da minha infância na roça. Na época eu não sabia que Franzose significava francês, mas hoje, com alguma imaginação, posso ouvir o comentário dos imigrantes no dialeto do Hunsrück: “Krót so wie die Françose; dat kannste rúich áushacke, dat kimmt ávver doch nommo”. Em português seria: “Igualzinho aos franceses; você pode arrancar, mas eles sempre voltam”.

Importante ressaltar que a Alemanha como um país, uma unidade nacional, ainda não existia.  Nesta época, o território da futura Alemanha era mais semelhante a uma colcha de retalhos de cerca de 200 reinos, principados, ducados, condados, principados-bispados, cidades livres e outros pequenos domínios de nobres e clérigos, todos soberanos e independentes entre si, que após a ocupação francesa seriam reduzidos a 37 territórios, ainda independentes. O elo comum e fator de identidade alemã era a língua materna. Enquanto falavam muitos dialetos diferentes conforme as regiões, o idioma escrito e oficial era o alemão, para o qual Lutero havia traduzido a Bíblia.

Derrotadas as tropas de Napoleão, a partir de 1815 o Hunsrück passou a integrar a Província Renana do reino da Prússia e depois, em 1871, do Império Alemão, agora unificado e consolidado como uma nação. Desde 1946, o Hunsrück faz parte do estado de Rheinland-Pfalz (Renânia-Palatinado), no sudoeste da Alemanha.

A ocupação e posterior anexação francesa significou um pesado ônus, monetário e em vidas humanas: pesados tributos para financiar as guerras de Napoleão e o serviço militar obrigatório, com o recrutamento universal entre 18 e 40 anos para lutar nas suas guerras. Os que desertavam eram impiedosamente perseguidos e punidos. Para controlar quando os jovens estariam em idade de prestar o serviço militar, os franceses haviam confiscado os livros eclesiásticos (os registros civis só foram introduzidos pelos franceses em 1798). Com este mesmo objetivo, os prefeitos locais também eram obrigados a apresentar relatórios listando todas as famílias, indicando nome, idade e profissão de todas as pessoas adultas e todas as crianças acima de doze anos. Para evitar o recrutamento, nessa época muitos homens se casaram bem jovens, pois os casados não eram mais recrutados. Isso requeria uma licença especial e as solicitações eram minuciosamente examinadas. É bastante provável que Johann Adam Brand, o pai de nossos irmãos imigrantes, tenha conseguido essa licença, pois mal tinha 17 anos quando se casou com Anna Catharina Kunz em 1803. Certamente com o argumento de que sua mãe já era idosa (tinha mais de 60 anos), talvez também doente, e por isso havia a necessidade premente de uma mulher para cuidar da casa. Após cuidadosa verificação dos fatos, esse era o típico caso que justificava uma exceção e autorizava uma dispensa do serviço militar.

Como agora viviam em território francês e eram súditos franceses, tiveram de adotar a moeda francesa e o idioma oficial era o francês, que quase ninguém entendia, falava ou sabia escrever. As festas religiosas foram substituídas pelas festas revolucionárias da república francesa. Mas a maior confusão e rejeição era causada pelo calendário da  revolução francesa, com a semana de 10 dias,  com novos nomes de meses para cada estação do ano que iniciava em 22 de setembro, aniversário da república francesa.

Entretanto, o período francês também havia introduzido significativas mudanças sociais na esteira dos valores de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa, que a Prússia depois não conseguiria revogar na sua Província Renana. O Código Civil, que Napoleão implantou também na Renânia, abolia os privilégios de classes e tornava todos os homens (sic) iguais perante a lei (literalmente os homens, pois as mulheres ainda permaneciam excluídas destes direitos e continuavam meros apêndices dos homens). Supressão do sistema feudal e eliminação da servidão, passando de relações feudais entre senhor e servo para relações contratuais entre iguais; confisco de grandes propriedades agrárias, leiloadas em lotes menores, permitindo aos camponeses a propriedade de seu próprio pequeno pedaço de terra; sistema judiciário independente, sendo todos iguais perante a lei; liberdade de culto e de profissão; direito universal (sic) de votar (para os homens maiores de idade) são algumas destas conquistas.

Napoleão também impôs a vacinação de toda a população contra a varíola, o que diminuiu a mortalidade infantil, resultando em um progressivo aumento populacional. Por outro lado, a divisão igualitária da herança entre todos os filhos logo reduziu a tal ponto os lotes de terra que já não permitiam o sustento das famílias, frequentemente numerosas. Somem-se a isso sucessivas quebras de safra e tem-se, entre os anos de 1820 a 1845, uma situação econômica deplorável. A migração para as cidades também não oferecia melhores perspectivas. Com uma economia majoritariamente agrária, o Hunsrück era então, e continua até hoje, uma região pouco industrializada. Simplesmente não havia como empregar tantos trabalhadores. Os artífices, isto é, aqueles que tinham um ofício, tais como carpinteiro, ferreiro e similares, muitas vezes já não conseguiam manter a sua oficina. Com melhores chances de conseguir emprego, viam-se, no entanto, obrigados a longas e exaustivas jornadas de trabalho por salários que não remuneravam suas habilidades.

Foi neste contexto que chegou o anúncio da oferta de trabalho e de terras no Brasil, que entusiasmou os jovens irmãos Brand e tantos outros imigrantes do Hunsrück. Ao que parece, não deram ouvidos às autoridades prussianas que alertavam para os perigos e incertezas decorrentes de uma decisão de emigrar (os prefeitos das localidades tinham a incumbência de instruir e admoestar os incautos e até de impedir a realização de seu intento). Também não hesitaram diante da dificuldade de obter a autorização e o passaporte do governo prussiano. Calcula-se que seja maior o número dos que emigraram mesmo ilegalmente. É possível que seja este o caso dos irmãos Brand, já que seus nomes não constam das listas de emigrantes elaboradas com base em dados dos arquivos oficiais. Johann Nikolaus Brand já havia tentado a emigração autorizada para a América em 1841 “para aperfeiçoar-se em sua profissão de tanoeiro” (fabricante de tonéis, pipas, barris). Talvez fosse um pretexto para liberar-se do longo serviço militar obrigatório na Prússia de então: dos 20 aos 25 anos, sendo três anos de serviço ativo ininterrupto, mais dois anos como reservista à disposição para o caso de necessidade de reforços ou mobilização das tropas. Na época não obteve a pretendida autorização porque ainda era reserva de guerra. Desta vez, ele e seus irmãos, assim como seus parentes Brand de Biebern e todos os outros não desperdiçaram a oportunidade. E nos deixaram esta especial herança: a sabedoria, a coragem e a bênção de seguir o próprio sonho. Nós ainda desfrutamos de seu legado e aqui honramos a sua memória.

 

Os imigrantes Brand do Hunsrück são parentes

O primeiro Brand de que se tem notícia na região do Hunsrück é Hans Peter Brand da localidade de Womrath, que foi casado primeiramente com Elisabeth Getrud (falecida em 16.04.1695 aos 53 anos). Em 07.05.1697 o viúvo Hans Peter Brand casou-se com Agnes Kauffmann. É de seus filhos Johann Michael Brand e Tilmann Brand que descendem os vários imigrantes Brand do Hunsrück identificados até este momento no Brasil.

De Johann Michael Brand descendem os três irmãos Johann Adam Brand, Johann Nikolaus Brand e Christoph Brand de Reckershausen. Eram filhos de Johann Adam Brand (1786-1846) e Anna Catharina Kunz (1785-1825), netos de Johann Adam Brand (1736-?) e Anna Gertrud Thomas (1740-?), bisnetos de Johann Adam Brandt (1713-?) e Anna Catharina Müller (1715-1758), trinetos de Johann Michael Brandt (?-1738), que se casou com Maria Catharina Christ (1685-?) em 1709, iniciando a história da família Brand em Reckershausen. Em Biebern e Fronhofen vivem atualmente descendentes de Catharina Brand, a irmã mais velha dos três irmãos imigrantes.

Tilmann Brand e sua esposa Anna Elisabeth são antepassados dos Brand de Biebern, descendentes de seu filho Johann Michael Brand, que ali se estabeleceu em 1738 ao se casar com Anna Maria Johann. De lá imigraram os primos Johann Christoph Brand (filho de Johann Christoph Brand e Anna Catharina Wust) e Joseph Brand (filho de Johann Nepomuk Brand e Anna Elisabeth Christ), assim como o tio deles, o imigrante Joseph Anton Brand (filho de Johann Christoph Brand e Maria Margaretha Wust, neto de Johann Michael Brand e Anna Maria Johann).

Não se sabe ao certo quando Johann Christoph Brand (naturalizado Cristóvão Brand) imigrou, mas é provável que tenha sido em 1847, pois residiu primeiro na Armação da Piedade, colônia fundada naquele ano no atual município de Governador Celso Ramos-SC. Consta que se casou em 04.03.1848 na Catedral de Florianópolis com Maria Basília Sagaz e seus filhos foram batizados na capela da Piedade e na Matriz de São Miguel da Terra Firme, atualmente Biguaçu-SC. Posteriormente a família se estabeleceu em Brusque, pois a Colônia Piedade não prosperou e seus habitantes se dispersaram.

Joseph Brand (naturalizado José Brand) veio com sua esposa Margaretha Zirwes (no Brasil Margarida Zerwes/Zerbes/Cerbes) e sua filha Margaretha (Margarida Brand) nos primeiros anos da década de 1850, estabelecendo-se na Picada Feliz-RS. Viúvo, casou-se em 1870 com Bárbara Sauer. Registros de batismo e casamento de seus filhos e netos encontram-se a partir de 1856 nos livros de São José do Hortêncio, Ivoti, Tupandi, Bom Princípio, Santo Inácio da Feliz.

Joseph Anton Brand (naturalizado José Brand), viúvo de Maria Sophia Härter também imigrou para Petrópolis em 1845 com os filhos Anna Catharina Brand, Joseph Brand, Anna Elisabetha Brand, Matthias Brand e Johann Brand. Recebeu o prazo de terra n° 3419 no Quarteirão Presidência, contíguo ao de Adão Brand.

Do ramo de Biebern também descende Hans Werner Brand, que veio de Biebern com sua família em abril de 2011 para participar do VII Encontro da família Brand em Florianópolis. Seu trisavô Peter Brand era irmão do imigrante Johann Christoph Brand (Brusque). Outro irmão deles, Johann Brand, também teria emigrado e retornado do Brasil, vindo a falecer em Biebern, conta Hans Werner Brand. Ainda não encontramos registros que confirmem a passagem dele por aqui.

Talvez venhamos ainda a descobrir outros parentes Brand no Brasil, na Alemanha ou mesmo em outros países.

Isolde Marx

outubro de 2010 / atualizado em outubro de 2011

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 Agradecimentos especiais:

ao Pe. Irineu Brand, que na década de 1980 iniciou a pesquisa dos descendentes de João Nicolau Brand e Anna Maria Platten nos livros de batismo, casamento e óbito da Cúria Metropolitana de Porto Alegre;

ao pesquisador Paulo Roberto Martins de Oliveira, que contribuiu com preciosas informações e documentos sobre os imigrantes Brand e Platten em Petrópolis quando da visita a sua casa em 07.07.2010;

a Fabio Lucio Brand que conseguiu cópias das plantas dos prazos de terras dos Brand em Petrópolis, além de outras informações, e me levou a conhecer parentes na cidade;

a Hans-Werner Brand de Biebern, que se empenhou em descobrir nossas origens na Alemanha e forneceu precioso material de pesquisa sobre Reckershausen, Biebern e o Hunsrück, além da genealogia Brand e Platten;

a todos os parentes que contribuíram com informações para a árvore genealógica;

a Maria Conceição Rosa/IPAHB pelas fotos do Caminho de Inhomirim e da Fábrica de Pólvora;

a Valdyr Neto pela foto do Atalho do Caminho Novo.

 

Principais fontes de pesquisa:

Achim R. Baumgarten – Biebern, Dorfchronik eines Dorfes im Biebertal vol. I e II – publicado pela Comunidade de Biebern em 2004

Allgemeine Auswanderungszeitung n°1 (29.09.1846), n° 2 (06.10.1846), n° 3 (13.10.1846), n° 7 (10.11.1846). Site acessado em outubro de 2010: http://zs.thulb.uni-jena.de/content/main/journals/aaz.xml

Auswanderung nach Brasilien. Site acessado em outubro de 2010: http://www.auswanderung-rlp.de

Arquivo Histórico de Joinville - Lista dos Imigrantes. Site acessado em outubro de 2010: http://www.arquivohistoricojoinville.com.br

Guilherme Auler - Famílias Germânicas da Imperial Colônia de Petrópolis. Site acessado em junho de 2010: http:// xa.yimg.com/kq/groups/13296428/917485637/.../FAMILIAS

Henrique Arthur de Souza - Colonos de Petrópolis. Site acessado em setembro de 2010: http://www.buratto.org

Júlio César Gabrich Ambrozio - O Presente e o Passado no Processo urbano da Cidade de Petrópolis. Site acessado em outubro de 2010: http://www.teses.usp.br/teses/.../JULIO_CESAR_GABRICH_AMBROZIO.pdf

Landschaftsverband Rheinland - Das Rheinland unter den Franzosen. Site acessado em outubro de 2010: http://www.wir-rheinlaender.lvr.de/rheinland_franzosen

Paulo Roberto Martins de Oliveira - Artigos Os Anjos de Inhomirim e Dados Genealógicos De Alguns Colonos Germânicos E/Ou Seus Descendentes Que Saíram De Petrópolis - RJ, 12.12.2003, publicados pelo Instituto Histórico de Petrópolis. Site acessado em outubro de 2010: http://www.ihp.org.br

Tupandi - Histórico. Site acessado em outubro de 2010: http://www.raizesdosul.com.br

Wikipedia - Die freie Enzyklopädie. Site acessado em outubro de 2010: http://de.wikipedia.org

Rosi Sabel – Reckershausen im Wandel der Zeit – livro publicado pela Comunidade de Reckershausen em 1990

 


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